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História do Museu do Louvre: resumo, datas e curiosidades
Atualizado em 28 de outubro de 2026
A história do Museu do Louvre começa em 1190 com uma fortaleza à beira do Sena, segue com mais de cinco séculos como palácio dos reis da França e dá o salto para museu público em 1793, durante a Revolução. Desde então o edifício não parou de crescer: Napoleão III o uniu às Tulherias em meados do século XIX, e o projeto do Grand Louvre lhe deu em 1989 a pirâmide de vidro que hoje é a sua entrada principal.
Por que se chama Louvre?
Ninguém sabe ao certo, e essa é uma das curiosidades do museu. A hipótese mais citada foi registrada pelo historiador Henri Sauval (1623–1676), que relacionava o nome ao termo franco leovar ou leower, «lugar fortificado». É uma teoria, não um fato comprovado, e convive com outras explicações. O certo é que o nome já designava o castelo medieval muito antes de o museu existir.
O que era o Louvre antes de ser museu?
Antes de ser museu, o Louvre foi fortaleza e depois residência real. Estas são as datas principais, segundo o verbete «Palacio del Louvre» da Wikipédia em espanhol:
- 1190. Filipe Augusto manda construir uma fortaleza às margens do Sena para defender Paris pelo oeste. Era um arsenal de defesa, não uma moradia do rei.
- 1358. Carlos V começa a ampliá-la e a transforma em residência; ali também reuniu coleções de arte.
- 1546. Francisco I começa a substituir a torre medieval por um palácio renascentista projetado por Pierre Lescot. Ele morreu em 1547 e a obra ficou pela metade.
- 1564. Catarina de Médici começa o palácio das Tulherias, a oeste do Louvre.
- 1589–1610. Henrique IV impulsiona o «Grande Projeto» para unir o Louvre e as Tulherias com a Grande Galeria, junto ao rio.
- 1665–1680. Claude Perrault projeta a colunata da fachada leste.
- 1682. Luís XIV transfere a corte para Versalhes e o Louvre deixa de ser a residência principal do rei. No século XVIII, as Academias se instalam ali.
Da fortaleza de Filipe Augusto ainda se veem restos do fosso e das fundações no nível -1 da ala Sully, onde o museu explica como o palácio cresceu em volta do castelo medieval: o mapa do Museu do Louvre por alas ajuda a localizá-los.
Quando o Louvre virou museu?
O Louvre virou museu em 1793. A ideia vinha de antes: em 1774 o conde de Angiviller começou a planejar um museu com as coleções reais, e em 1791 um decreto destinou o palácio a funções artísticas e científicas. Com a Revolução, foi criado por decreto o Muséum central des arts, que abriu as portas ao público em 1793 com as antigas coleções da Coroa.
O que mudou com Napoleão e Napoleão III?
Com Napoleão I o museu mudou de nome e de tamanho. Em 1803 passou a se chamar Musée Napoléon e se encheu de obras trazidas das campanhas militares; uma delas, As bodas de Caná, continua no museu. Entre 1806 e 1808 foi erguido o Arco do Carrossel, em frente às Tulherias.
Napoleão III terminou o que Henrique IV havia começado. Entre 1852 e 1857, os arquitetos Louis Visconti e Hector Lefuel construíram as novas alas que finalmente fecharam o conjunto entre o Louvre e as Tulherias. Dessa época são os salões do Segundo Império que hoje se visitam como apartamentos de Napoleão III, na ala Richelieu: foram feitos para o ministro de Estado, não para o imperador, e conservam a decoração original.
O conjunto durou pouco: em 1871, durante a Comuna de Paris, as Tulherias pegaram fogo. As ruínas foram demolidas e o terreno ficou livre em 1882. É por isso que o palácio forma hoje um U aberto para o oeste, na direção do Jardim das Tulherias.
Quando foi construída a pirâmide do Louvre?
A pirâmide foi inaugurada em 1989 como parte do projeto Grand Louvre. Em 1983 o presidente François Mitterrand propôs transformar o palácio e tirar dele o Ministério das Finanças, que ocupava a ala Richelieu. O arquiteto I. M. Pei projetou a Pirâmide do Louvre como entrada central, e a segunda fase do projeto culminou em 1993 com a Pirâmide invertida.
Desde então o museu continuou se expandindo fora de Paris: o Louvre-Lens abriu em dezembro de 2012, e o Louvre Abu Dhabi, que usa o nome do museu graças a um acordo assinado em 2007, foi inaugurado em 8 de novembro de 2017.
O Louvre hoje em números
Segundo a Wikipédia em espanhol, o palácio ocupa cerca de 210.000 m², dos quais 60.500 m² são salas de exposição, e expõe por volta de 35.000 obras. Em 2018 recebeu 10,2 milhões de visitas, o seu recorde até então.
Ver a história ao vivo
A melhor forma de entender esses oito séculos é percorrê-los: o fosso medieval da ala Sully, as salas do Segundo Império e a Galeria de Apolo (guia em espanhol), cuja abóbada central foi pintada por Delacroix em 1851. O ingresso geral custa 22 € para residentes do Espaço Econômico Europeu e 32 € para os demais, e o museu fecha às terças. Se você quer que alguém conte a história do edifício sala por sala, compare as opções de visita guiada ao Louvre; e se for a sua primeira vez, comece pelo guia para visitar o Museu do Louvre.

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