
Jardim das Tulherias: horário, Arco do Carrossel e o que ver
Atualizado em 28 de outubro de 2026
O Jardim das Tulherias é o jardim do Louvre: começa ao pé do Arco do Carrossel, em frente à Pirâmide, e vai até a praça da Concórdia. É gratuito e abre das 7h às 21h na primavera e no outono, das 7h às 23h no verão e das 7h30 às 19h30 no inverno. Tem 25,5 hectares, foi criado por Catarina de Médici a partir de 1564, redesenhado por André Le Nôtre a partir de 1664 e é o jardim à francesa mais antigo de Paris. Na ponta oeste fica o Museu de l'Orangerie, com as Ninfeias de Monet.
O que é e como percorrer
O jardim ocupa o espaço entre o palácio do Louvre, a rue de Rivoli, a praça da Concórdia e o Sena. O eixo é a Grande Allée, a alameda central traçada por Le Nôtre: cerca de 350 metros entre um lago redondo, a leste, e o grande lago octogonal, de 60 metros de diâmetro, a oeste. Dos lados correm dois terraços elevados, o dos Feuillants junto à rue de Rivoli e o da Beira d'Água junto ao Sena, pensados para olhar o jardim de cima. De uma ponta à outra, do Arco do Carrossel à Concórdia, são quase 1 km em linha reta. O jardim é monumento histórico desde 1914 e faz parte desde 1991 do conjunto das margens do Sena declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO. Segundo o Louvre, suas mais de 3.000 árvores abrigam mais de trinta espécies de aves, 21 delas estritamente protegidas na França.
O que eram as Tulherias
O nome vem das fábricas de telhas (tuiles, em francês) que ocupavam o terreno na Idade Média. Em 1564, Catarina de Médici começou a construir ali o Palácio das Tulherias, ao lado do Louvre, e um jardim italiano de 500 por 300 metros. Luís XIV encarregou Le Nôtre, em 1664, de redesenhá-lo inteiro; o jardim foi aberto ao público em 1667 e virou parque público depois da Revolução. O palácio não existe mais. Durante a Comuna de Paris, em 1871, os communards o incendiaram e tentaram queimar também o Louvre; as ruínas foram demolidas em 1883. Por isso hoje, do pátio do Louvre, se vê o jardim de uma ponta a outra até a Concórdia.
O Arco do Carrossel
O Arco do Triunfo do Carrossel fica entre a Pirâmide e o jardim. Foi construído por Charles Percier e Pierre-François-Léonard Fontaine entre 1806 e 1808 para celebrar as vitórias de Napoleão, tomando como modelo o arco de Constantino, em Roma. Os baixos-relevos narram as campanhas de 1805, e as colunas são de mármore rosa, com soldados do Grande Exército em cima. No alto ficavam os quatro cavalos de bronze levados em 1797 da basílica de São Marcos, em Veneza; em 1815 eles foram devolvidos a Veneza e em 1828 foi colocada a quadriga atual, uma cópia. Napoleão não quis ver a própria estátua sobre o arco: a que foi fundida para coroá-lo está guardada hoje no Louvre.
Horário e entrada
A entrada é gratuita. O horário muda conforme a estação: 7h–21h em abril, maio, setembro e outubro; 7h–23h em junho, julho e agosto; 7h30–19h30 de novembro a março. O esvaziamento começa 30 minutos antes do fechamento. Há dois banheiros gratuitos no horário de funcionamento, um junto à entrada da praça da Concórdia e outro junto à da rue de Rivoli, em frente à rue du 29 Juillet; no verão são acrescentados mais quatro, com cabine adaptada. O jardim não fecha às terças, o dia em que o Louvre fecha.
A Orangerie e o Jeu de Paume
No canto da Concórdia há dois pavilhões gêmeos do Segundo Império: a Orangerie, de 1852, a sudoeste, construída para guardar as laranjeiras do jardim, e o Jeu de Paume, de 1861, a noroeste, hoje a Galeria Nacional do Jeu de Paume, dedicada à arte contemporânea. A Orangerie passou em 1921 aos museus nacionais e guarda as Ninfeias de Claude Monet; abre das 9h às 18h, fecha às terças e o ingresso custa 12,50 € online ou 11 € na bilheteria.
Com crianças
A maioria das atividades fica na parte norte, junto à rue de Rivoli. No grande lago octogonal se alugam barquinhos a vela que são empurrados com uma vara, um costume do jardim desde 1850 (6 €). Perto da entrada Castiglione há uma área de brinquedos gratuita, com escorregador e passarela de cordas entre as árvores, e um carrossel inspirado nos contos de Charles Perrault (3 €). Entre o terraço dos Feuillants e o lago octogonal há camas elásticas para maiores de dois anos (3 €).
Combinar com o Louvre
O jeito natural é sair do museu pela Pirâmide, passar sob o Arco do Carrossel e atravessar o jardim para oeste até a Orangerie e a Concórdia. Para comer, o Louvre lista cinco pontos no jardim: a padaria Eric Kayser junto ao Arco do Carrossel, Petit Plisson junto ao quiosque (9h–21h), a Terrasse de Pomone junto a um lago (10h–18h), o quiosque de sorvetes Petit Farmers junto ao lago octogonal e o Café des Marronniers, fechado para obras até o verão europeu de 2027. De metrô, o jardim tem a estação Tuileries (linha 1) na rue de Rivoli e Concorde (linhas 1, 8 e 12) na ponta oeste.
Os jardins, no site do LouvreHorário do Jardim das TulheriasMuseu de l'Orangerie
Perguntas frequentes
O Jardim das Tulherias é gratuito?
Sim, a entrada é gratuita o ano todo. Só se pagam algumas atividades infantis (barquinhos a vela 6 €, carrossel e camas elásticas 3 €) e os museus que ficam dentro dele, como a Orangerie.
Qual é o horário do Jardim das Tulherias?
Das 7h às 21h em abril, maio, setembro e outubro; das 7h às 23h em junho, julho e agosto; e das 7h30 às 19h30 de novembro a março. O esvaziamento começa 30 minutos antes do fechamento.
Onde fica o Jardim das Tulherias e como chegar?
No 1º arrondissement de Paris, entre o Louvre e a praça da Concórdia, com a rue de Rivoli ao norte e o Sena ao sul. Metrô Tuileries (linha 1) ou Concorde (linhas 1, 8 e 12); a partir do Louvre, basta atravessar o Arco do Carrossel.
O que eram as Tulherias e o palácio ainda existe?
As Tulherias eram um palácio real que Catarina de Médici começou em 1564 ao lado do Louvre, num terreno de antigas fábricas de telhas (tuiles). Os communards o incendiaram em 1871 e as ruínas foram demolidas em 1883; hoje só resta o jardim.
O que fazer no Jardim das Tulherias?
Passear pela Grande Allée do Arco do Carrossel à Concórdia, ver as Ninfeias de Monet na Orangerie, alugar um barquinho no lago octogonal, subir ao terraço da Beira d'Água para ver o Sena e parar num dos cafés ou quiosques.
Fontes